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"uma sociedade não pode ser bem tratada, compreendida, explicada se não se levam em conta as imagens e as obras de arte que produziu. Desde muito se sabia que textos, documentos fazem parte daquilo que se designa de ciências auxiliares da história. Essa concepção da imagem é um contra-senso que mascara a sua natureza e a sua significação. A imagem não é uma ilustração, é um documento integral da história".

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

decadencia

A IDÉIA DE DECADÊNCIA NA HISTÓRIA OCIDENTAL apresenta a investigação de Herman sobre os pensadores não-românticos que se tornaram obcecados pela imagem do fim de sua civilização: historiadores como Henry Adams; Arnold Toynbee, o grande cronista da história mundial; H.G. Wells, inventor da ficção científica; Sigmund Freud, o pai da psicanálise. Estes pessimistas históricos abriram caminho para os pessimistas culturais mais radicais, como Nietzsche e Du Bois, lançando a dúvida sobre a capacidade de a civilização ocidental renovar-se e solucionar os próprios problemas.

Posteriormente, estas correntes do pensamento decadentista envenenaram o poço da confiança européia, fazendo — como defende Herman — a decadência do Ocidente uma profecia auto-realizável. Intelectuais, artistas e escritores cada vez mais se voltaram ao que T.S. Eliot denominou "estranhos deuses", que continuam a dominar a imaginação moderna. Bertolt Brecht, Jean-Paul Sartre, Antonin Artaud, Frantz Fanon, Ezra Pound, Martin Heidegger e Norman Mailer, todos celebram a libertação do jugo da opressão sexual, do poder racial, da violência e da crueldade como novas formas de autenticidade humana, a qual eles acreditavam ser o antídoto vital para as forças destrutivas da alma da sociedade capitalista de classe média.

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