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"uma sociedade não pode ser bem tratada, compreendida, explicada se não se levam em conta as imagens e as obras de arte que produziu. Desde muito se sabia que textos, documentos fazem parte daquilo que se designa de ciências auxiliares da história. Essa concepção da imagem é um contra-senso que mascara a sua natureza e a sua significação. A imagem não é uma ilustração, é um documento integral da história".

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Marc Bloch

Filho de Gustave Bloch, professor de História Antiga, Marc Bloch estudou na Escola Normal Superior de Paris, em Paris, em Berlim e em Leipzig antes de ser bolseiro da Fundação Thiers (1909-1912).
Participou da Primeira Guerra Mundial na arma de infantaria, tendo sido ferido e vindo a receber uma condecoração militar por mérito.
Após a guerra ingressou na Universidade de Estrasburgo, instituição onde conheceu e conviveu com Lucien Febvre com quem fundou, em 1929, a "Revue des Annales". Em 1936, sucedeu a Henri Hauser na cadeira de História Económica da Sorbonne. A revista e o seu conteúdo conheceram sucesso mundial, dando origem à chamada "Escola dos Annales", cuja linha de estudos por sua vez influenciou as chamadas "Nova história" e "História das mentalidades".
Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, e a ocupação nazi da França, Bloch militou na resistência francesa. Detido e torturado pela Gestapo foi fuzilado em 16 de junho de 1944.

OBRAS:
Les rois thaumaturges: Étude sur le caractère surnaturel attribué à la puissance royale particulièrement en France et en Angleterre (1924).

Tradução portuguesa: Os reis taumaturgos. São Paulo, Companhia das Letras, 1993.
Les caractères originaux de l'histoire rurale française (1931).
La société féodale (1939).
Tradução portuguesa: A sociedade feudal. Lisboa, Edições 70 ISBN 9724406474
 
OBRAS POSTUMAS:
L'étrange défaite (1946).

Apologie pour l'histoire ou métier d'historien (1949)[3].
Tradução portuguesa: Introdução à história. Mem-Martins, Publicações Europa-América.
Apologie pour l'histoire ou métier d'historien. (1949). Edição crítica organizada por Étienne Bloch (1993).
Traduções portuguesas:
Introdução à história. Mem-Martins, Publicações Europa-América.
Apologia da história ou o ofício de historiador, Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro, 2001.
Histoire et historiens. Colectânea organizada por Étienne Bloch, Paris, Armand Colin, 1995.
Tradução portuguesa: História e historiadores. Lisboa, Teorema, 1998
Rois et serfs et autres écrits sur le servage. Posfácio por Dominique Barthélémy. Paris, La Boutique de l'histoire éditions, 1996.
Écrits de guerre: 1914-1918. Colectânea organizada e apresentada por Etienne Bloch, com introdução de Stéphane Audoin-Rouzeau. Paris, Armand Colin, 1997.

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